"Até nas Gavetas Cresce Anis" é o título deste conjunto de poemas escritos à volta do arquipélago dos Açores. Estes textos poéticos foram escritos entre 2009/2012 no grupo central e é o resultado de uma vivência no meio do atlântico, longe do continente português. As referências à ilha e outros recantos insulares, que não apenas as Ilhas do Faial e do Pico, prendem-se com a passagem do autor dos poemas em périplo ou visita a alguns lugares durante esse período. Um poema desta colectânea ("Vintage") obteve o terceiro prémio no Concurso Portopimtado de 2011, na cidade da Horta, bem como os poemas "Corvo" e "Myosotis Azorica" constaram da edição nº78 do Boletim Cultural Fazendo, também da Ilha do Faial.
Até nas gavetas cresce anis
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Ilha Branca
O senhor Luís dá camisa para guardar
os poetas escrevem sem tecer
partiremos Ilha Branca a segredar
a baleia é ilhéu sem omitir
a hortelã que de um jacto se arranca
o périplo cumpre-se à partida
não vá Hipólito entristecer
Santo Amaro
Onde foram vistas as jóias
a guardar o alto do colosso?
Onde repousa agora o olhar
pedra negra esclarecida
dos rosais ao topo se alarga
a corda naval a um passado
os barcos adormecidos na amurada
desfalcado hoje sem negócio
um desenho teu ali guardado.
a guardar o alto do colosso?
Onde repousa agora o olhar
pedra negra esclarecida
dos rosais ao topo se alarga
a corda naval a um passado
os barcos adormecidos na amurada
desfalcado hoje sem negócio
um desenho teu ali guardado.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Jardim
Florêncio nome de jardim
o cheiro das flores ali habita
respira a meio do atlântico
amparado o tronco e a seiva
deixa cegos pintores e poetas
e o dragoeiro que não volta.
Café do Canal
À bica da espalamaca
contrapor
a amora do monte da guia
aviso indevido à tripulação
havemos de chegar a bom porto
velhos veleiros na travessia
cruzeiros da vaga e do vento
o monte queimado contempla
capote é desenho de parede
espreita montanha na calçada
carrega marítima existência
por ora concede tesouro
abandona desespero da paisagem
valentia de piratas de trazer por casa.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Fajã de Lopo Vaz
Um bailado de garajaus
une-se por cores em bando
o comum e o rosado
no celeste céu se pintam
agitam-se em redor das falésias
caem a pique no oceano
o sublime silêncio ali prostrado
uma casa-mar e quase nada
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Fajãzinha
Casebres de branco
descida lenta à fajã
alcançar trilho, cúmplice flor
som antigo, sepulcral,
coroa de pedras no riacho
verde-testemunha, malgrado o céu
cobre-se de cinza,
metereopatia.
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